NÃO HÁ APENAS UM JEITO CERTO DE TORCER, MAS A ÚNICA COISA QUE NÃO PODEMOS FAZER É DEIXAR DE TORCER

Sei que eu hei de sofrer com o texto de hoje… Tenho certeza disso, pois este tema virou lado A contra lado B e vou apresentar uma leitura que critica ambos os lados, ou seja, ouvirei críticas de todos os lados.

Primeiramente, vale relembrar que sou defensor fervoroso das festas nas arquibancadas. Pra mim, um estádio morto é um jogo morto! E sim, a pirotecnia faz parte das ações emocionantes dos torcedores bem como outras coisas, como as bandeiras de bambu, fumaça, mosaico, trapos etc Indiscutivelmente, esse tema é um dos que mais me tira do sério quando a pauta é o tão famigerado “futebol moderno”.

Que o mundo está chato e o futebol também, todos já sabem e não entrarei muito nesses méritos…

O fato é que estão estimulando cada vez mais uma briga interna, como a tal luta de classes que também foi alimentada durante as eleições presidenciais do Brasil, o que no fim acabará por enfraquecer a nossa torcida, algo que já é notado com a mudança de perfil do futebol e, consequentemente, dos torcedores.

O que isso significa, na prática? Que ambos os lados precisam repensar suas atitudes e trabalhar num direcionamento de união e não de segregação. Não há motivo para rotular, não há manual para torcer, não há motivo para alimentar a separação e o ódio entre partes da torcida.

Dado este cenário, acho que é mais fácil trabalhar o lado da organizada do que o do torcedor chamado de “comum”, até porque eles não têm uma unidade, não têm lideranças nem qualquer outra coisa do gênero. Sem sombra de dúvidas as organizadas têm muito mais poder de mobilização e acho que isso deve ser usado para a reaproximação dos torcedores e não a demarcação de território na força.

O problema em questão não é o sinalizador, o problema em questão é possível punição que o clube pode sofrer a partir dessa atitude de 5 ou 6 pessoas… Se fosse um balão, seria a mesma confusão, se fosse uma invasão, também… Não querendo provocar, mas já provocando, o Corinthians já foi julgado pelos gritos de “OOO Bicha” contra adversário. Ora, isso também representa perigo para o clube… E aí, vamos dedurar todo mundo que grita isso no estádio?

Uma vez favorável a toda festa na arquibancada, não significa que eu tenha aprovado tal atitude. Acho que as torcidas sabem muito bem que o cenário não está dos melhores e que se conseguirem se aproximar e resgatar o apoio do torcedor “comum”, será melhor para todos e, aliás, melhor para o mais importante dessa história, o Corinthians!

Sendo assim, não achei a atitude positiva, e isso não se deve à transgressão de uma “regra” estúpida, mas sim por isso ter sido feito de forma pequena, arriscada, sem força nos bastidores e claro, com potencial de prejudicar o clube, pois temos autoridades famintas por esse tipo de situação e aqui não preciso sequer lembrar que já tentaram até punir o Timão por conta de bexigas, artefatos de altíssima periculosidade nos tempos modernos.

Tenho certeza que é possível protestar a favor da festa na arquibancada de um jeito mais eficiente e que não coloque em risco a vida dos torcedores (tanto os agredidos quanto os agressores) e do clube.

Deixo uma sugestão para a próxima ocasião, que depende da mobilização das organizadas:

– Última rodada do campeonato…e se todas as torcidas combinassem de levar sinalizadores para acendê-los no final do jogo? Será que puniriam 20 clubes? Será que a exposição não seria maior e ajudaria a levantar essa discussão sem prejudicar a equipe?

Ainda assim, acredito que a melhor saída para tudo isso seria um movimento das organizadas, até mesmo com o apoio do clube caso seja algo realmente bem feito, de criar a tradição de fazer um esquenta na área externa, juntando todas as baterias e torcedores, fumaça, sinalizador, batucada e bandeiras. Essa festa de fora pra dentro, certamente seria capaz de unir as forças novamente, minimizar esse conflito (“comuns” X “organizados”) e, quem sabe, conseguir dar mais força para uma luta em prol das festas nas arquibancadas!

Em tempo, considero esse protesto bem menos grave do que aquele que as torcidas ficaram caladas no primeiro tempo. Aquele dia quase foi o meu último dentro de um estádio…

Que venham os próximos jogos e que os torcedores coloquem a cabeça no lugar tanto para protestar quanto para reagir, afinal #somostodoscorinthians!

E como disse meu amigo Markinho, paz, amor e sinalizador! Ah, gostei de uma ideia que um torcedor deu de levarmos velas para o estádio, será que rolaria punição?

“Não há apenas um jeito certo de torcer, mas a única coisa que não podemos fazer é deixar de torcer”

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O DIREITO DO CIDADÃO, O DESPERTAR DO GIGANTE E O PAPAI NOEL…

É chegado o grande dia, só que não!

De um lado, a presidente atual, incapaz de concluir sequer um raciocínio, o que claramente nos permite afirmar que não é ela que toma decisões, planeja e lidera, aliada novamente a personagens que não merecem nosso respeito, representando a manutenção da máquina PTista no poder do país, um dos governos mais corruptos da história.

Do outro lado, novamente o PSDB, partido que está à frente do governo paulista há 20 anos, também colecionador de casos e casos de corrupção, de alianças decepcionantes, traz como candidato uma pessoa que aparentemente se mostra mais preparada para liderar, que promete mudança, porém também envolvida em acusações e alguns escândalos pessoais.

Quando vejo Collor levantando a bandeira anti-corrupção e Paulinho da Força ao lado dos tucanos, me dá enjoo. Isso mostra como o nosso sistema político é falido e muito conveniente para os “corruptores”…

De que adiantou toda a mobilização que surgiu com as manifestações em 2013? O povo foi às ruas mostrar sua indignação… E aí, esse mesmo povo, guerreiro, valente, com fome de mudança vai e faz o que? Vota pela manutenção dos caciques em SP, no RJ, em tantos outros estados e também no governo federal!

Quando eu completei 16 anos, corri até o cartório para tirar meu título, com muito orgulho para exercer o tal direito do cidadão, que foi conquistado com muito sangue e suor, batalhado por nossos pais e avós, que buscavam a liberdade e não a libertinagem…

Mas e hoje? Hoje eu tenho nojo e, dadas as circunstâncias da política e perfis dos partidos e candidatos, vejo o direito do cidadão virar a obrigação do trouxa, afinal entra ano, sai ano, tenho que escolher o “menos pior” e os mesmos caciques se perpetuam na ilha da fantasia.

O resumo de tudo isso? Vou de Aécio no segundo turno, mesmo não confiando nele e mesmo sabendo que o Brasil não vai virar uma Suécia… Ah, mais importante do que isso, não tenho orgulho nenhum em falar que votarei nele e sim, caso ele ganhe, não vou comemorar como se fosse uma vitória do meu time, pelo contrário, já estarei de olho na gestão, pronto para reconhecer as boas decisões, pronto para cobrar e apontar os erros!

O gigante nunca acordou, ou melhor, acho que nunca existiu! Que venha o Natal, a tal data capitalista, mas com a magia do Papai Noel, afinal podemos acreditar nele nem que seja durante a infância 🙂

O MEDO ENQUANTO MOTIVAÇÃO!

Faz tempo que não escrevo, mas já estava pensando em voltar, muitos assuntos interessantes, a Copa, os protestos, os embargos infringentes (não entendo nada disso), agora a tal polêmica envolvendo o teste em animais, tem também o rato no refrigerante mais amado do mundo, enfim, muitas coisas.

Mas hoje vou falar de algo relacionado ao assunto que mais gosto, o futebol. O dia amanheceu nublado para mim e para os amigos corinthianos. O que vou opinar hoje será automaticamente associado ao comportamento do atleta Alexandre Pato na última noite, mas pra mim é algo que vale para qualquer time, para qualquer atleta que fatura milhões e para qualquer torcedor apaixonado que invariavelmente sofre muito mais do que aqueles que recebem do clube para representá-lo.

Desde já, me desculpo daqueles que ainda acreditam na paz universal, mas o que tratarei aqui é justamente sobre as cobranças agressivas que atletas sofrem em alguns momentos de suas carreiras. Não faço questão nenhuma de ser politicamente correto, até porque a palavra politicamente se tornou tão suja ultimamente que qualquer expressão positiva agregada a ela, soa como algo péssimo na minha mente.

Não vou levantar a bandeira a favor de todas as atitudes violentas, muito menos bancar que elas sempre são legítimas, sem qualquer interesse ou apoio de determinados grupos políticos que ganham força dentro e fora dos clubes, o que quero defender aqui é teoria que tenho em relação à motivação daqueles que tem rendimentos exorbitantes.

Vamos ao que interessa.

No meu primeiro ano do curso de Administração, já me deparei com a tal Pirâmide de Maslow, teoria que defende uma hierarquia das necessidades humanas na busca da satisfação individual, algo intimamente ligado à motivação. Não se trata de uma verdade absoluta, mas concordo com quase tudo (pra não dizer 100%) e vou utilizá-la para balizar meu ponto de vista.

Para quem quiser ler sobre http://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia_de_necessidades_de_Maslow

Hierarquia_das_necessidades_de_Maslow.svg

Bom, aqui está a teoria. Vamos então fazer uma reflexão sobre a vida dos atletas de ponta do futebol.

Fisiologia: os caras tem tudo do bom e do melhor. É o melhor arroz, o melhor feijão, as melhores condições de higiene e acompanhamento médico etc.

Segurança: os caras já tem patrimônio suficiente para alimentar gerações e gerações da família, propriedades caríssimas, carros do mais alto nível, segurança pessoal etc.

Amor / Relacionamento: talvez até pudéssemos encontrar algum ponto aqui, mas numa boa, temos que aceitar que os que vivem por aí na “vida loka com as marias chuteiras”, fazem isso por opção e porque querem a fartura do tesão com as vagabundas, então não podemos falar que tem uma vida afetiva vazia, pelo contrário, tem a vida que querem!

Estima: são venerados pela mídia, pelos amigos de infância, pelas pessoas que encontram nas ruas, enfim, são quase intocáveis.

Realização Pessoal: aqui é o mais legal de falar e olha que apenas as pessoas com quase satisfação plena é que chegam nesse estágio… Criatividade? O que falar das chuteiras coloridas, moda dos cabelos, das roupas e dos acessórios, forma de comemorar gol, instagram… Ausência de preconceito? Temos até o “embaixador” que deu selinho no amigo para gerar discussão sobre o tema… Moralidade? Vira e mexe aparecem em ONGs, preocupados (ou não) em colaborar com comunidades que sequer atingiram o primeiro estágio da pirâmide, agora temos até o tal Bom Senso F.C. (sim, ainda vou escrever sobre isso)… Enfim, são exemplos e mais exemplos.

Às vezes leio por aí: o grupo está desmotivado… o fulano não sua a camisa… entre tantas outras coisas e então me pergunto, cadê a disciplina, a vergonha na cara, o comprometimento e o respeito com o clube e com os torcedores? O que mais falta para um atleta desse porte trabalhar motivado uma vez que eles têm praticamente 100% da satisfação de acordo com Maslow?

Pra mim, a resposta que mais faz sentido para estes casos é: o medo! Só o medo para tirar alguém tão realizado da zona de conforto, só o medo para fazer uma pessoa nesse grau de satisfação reavaliar o seu comportamento e suas atitudes, só o medo para dar um choque de realidade…

Que venha a pressão, que venha a cobrança!

Mude seu comportamento e lembre-se: não deixe chegar a esse ponto em uma próxima ocasião. A vida é feita de aprendizados.

Não aguenta? Vaza!

UM CORINTHIANS! UMA SÓ VOZ!

Acredito que o manifesto abaixo sirva também aos torcedores das demais equipes. Creio que essa seja uma realidade comum, independente de clube, independente de torcida… 

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De: apenas mais um torcedor organizado qualquer, que não precisa falar de qual torcida pertence, que também não precisa menosprezar o torcedor comum, afinal tem a mesma importância que todos os outros, e que sabe que o Sport Club Corinthians Paulista é maior que tudo e maior que todos…

Para: líderes das torcidas organizadas do Sport Club Corinthians Paulista

UM CORINTHIANS! UMA SÓ VOZ!

Mais uma vez estamos diante de uma decisão, aliás não apenas de uma, mas de duas, afinal o time também chegou na fase final do Paulistão! E mais uma vez, começa a manifestação popular pedindo que as torcidas se juntem na arquibancada, acreditando que essa atitude seria extremamente vantajosa, principalmente para o clube, que seria o grande beneficiado!

Ainda resta alguma dúvida disso? Dividir é o mesmo que subtrair forças e multiplicar é o mesmo que somá-las… Pois bem, por que há anos este tema não consegue ser resolvido? Por que não forçamos uma discussão democrática sobre isso? Por que, em caso de necessidade, não pedimos ajuda ao clube para sacramentar essa união?

Não há motivos para continuarmos matando nossa força nas arquibancadas. Chega a beirar o absurdo ter 5 baterias e 5 agrupamento de torcedores entoando cantos diversos, sem qualquer sintonia. Principalmente nos jogos em que somos visitantes e o espaço costuma ser bem pequeno. Estamos matando nossa força, nosso potencial, nossa fé, nossa energia… Quem mais sofre com isso? O Corinthians!

Existem diferenças ideológicas? Sem dúvida, e sempre existirão, afinal, em qualquer grupo existem opiniões, muitas vezes distintas… E acredito que o grande desafio da vida é conviver com isso, sabendo aproveitar as coisas boas de cada posicionamento e de cada ponto de vista, independente se concorda ou não. Ouvir é crescer! Sempre podemos evoluir, sempre podemos ser mais fortes, sempre podemos ser mais contagiantes!

Sempre que tentei discutir esse assunto, escutei a mesma coisa: a vaidade não permite!

Vale ressaltar que vaidade, soberba e egoísmo são palavras que passam longe do dicionário alvinegro, aliás, pensando melhor, são palavras anti-corinthianas! Não podemos nos curvar diante disso, não podemos deixar de nos unir.

O Corinthians é maior que um jogador, o Corinthians é maior que um torcedor, o Corinthians é maior que um treinador, o Corinthians é maior que um presidente… Enfim, o Corinthians é maior que tudo, maior que todos e, inclusive, maior que qualquer torcida organizada.

Lembrem-se: se todos nós estamos aqui, independente do que está escrito na faixa, é por causa do símbolo que está em jogo dentro do gramado! Vamos honrar aquilo que levamos em nossas carteirinhas de associados, aquilo que sempre escutamos nas arquibancadas, aquilo que sempre tremulamos em nossas bandeiras!

Vamos fazer valer as expressões “Em prol do grande Corinthians”, “Pelo Corinthians com muito amor, até o fim”, “Lealdade, Humildade e Procedimento”, “Coragem e Determinação”, “O Jogador das Arquibancadas”, “Raça e Atitude”, “Preso Por Uma Só Paixão”, “Garra Corinthiana”, “A Mais Fanática do Interior” entre outras!

Uma arquibancada mais forte é uma torcida mais forte… Uma torcida mais forte é um Corinthians mais forte!

Contem com a nossa voz, contem com o nosso suor, contem com a nossa fé, contem com o nosso corinthianismo!

“Um só Corinthians! Uma só voz!”, isso só depende de vocês! 

Abraços alvinegros,

Vini

LUTO! NÃO HÁ OUTRO TÍTULO MELHOR!

Estamos diante de mais um fato que vai além do simples ato trágico, como o incêndio da balada em Santa Maria, claro jamais comparando o tamanho das histórias… É um misto de negligência, falta de educação, corrupção, impunidade, falta de seriedade etc. E não estou falando de algo pontual, mas de problemas crônicos que se arrastam na cultura latina há décadas…

O que sei sobre o fato, apenas ouvi como depoimento de um amigo que estava presente e quase se feriu com o disparo do sinalizador.

Sim, imprudência total de um ser humano levar um sinalizador de navio para um estádio e mais, soltá-lo em direção de pessoas, mesmo que por acidente… Fatalidade? Possivelmente sim, pois inclusive os próprios corinthianos correram o risco de serem feridos. Muda alguma coisa? Na minha opinião não, talvez legalmente quando começa aquela discussão burocrática com milhares de termos jurídicos que pouco conheço e que pouco sou entusiasta… A única coisa que pode, talvez, confortar, é imaginar que o cara não teve a intenção de matar um torcedor, mas matou… Enfim, pelo que tenho de informações, acredito sim na fatalidade, porém isso não exime o o torcedor de qualquer culpa.

A discussão de torcida organizada, aquela que a mídia adora, eu nem vou entrar, até porque ali estavam meia dúzia de torcedores e o problema foi algo
totalmente pontual, individual, sem qualquer movimento de grupo, planejamento de emboscadas, rivalidade de facções etc, como os mais sensacionalistas adoram falar.

O ponto é aquele que eu sempre falei, e sempre fui muito radical, até perdendo a razão em alguns momentos… Um campeonato que não te permitem reconhecer o gramado, que precisa de escudo policial para cobrar escanteios, que o ônibus da equipe e da torcida são apedrejados praticamente todo jogo, que fazem todas aquelas palhaçadas no vestiário do visitante etc, poderia acabar como? Não que eu gostaria que fosse por crueldade, mas infelizmente tudo indica ter sido uma fatalidade, porém acredito que mais cedo ou mais tarde, haverá algum episódio como esse mais motivado pela hostilidade, pela agressividade e, principalmente, pela impunidade. Alguns me chamam de louco quando falo que os times brasileiros deveriam se manifestar, todos juntos chegarem na Conmebol e dizerem: vamos entrar com o time B na competição pois o dinheiro pago é menor que o que recebemos no campeonato estadual, os estádios não tem condições de jogo, as viagens são desgastantes e o nosso patrimônio corre o risco de ser danificado. Enfim, este é tema para outra discussão, mas era importante ressaltar aqui o contexto Libertadores, a tal “pegada” Libertadores, da qual agora, após ganhar o título, posso sim criticar, desvalorizar ou seja lá qual termo for sem que ninguém diga: só diz isso pois nunca serão bla bla bla…

O meu radicalismo segue adiante, e aqui no ponto a seguir é ainda mais polêmico, pois parece, de certa forma, contraditório em relação ao que escrevi acima e politicamente incorreto… Mas não, se por anos e anos os times brasileiros foram e ainda são tratados como mulher de malandro e nada muda, temos que fazer o mesmo aqui… Se esta é a música que toca e ninguém muda a banda, não adianta dançar outro ritmo. Por isso que, inicialmente, sugiro uma mobilização dos clubes para puxar o comando do campeonato para o Brasil, por mais que aqui o futebol seja tão zoneado quanto lá, mas, no caso de não haver esse trabalho em conjunto, há de se assumir que é uma guerra e tratar cada jogo como uma batalha, o que é uma pena, pois muitos sangrarão, mas não por fatalidade e sim por dolo… Mas não vou me aprofundar nisso pois vão dizer que estou fazendo apologia à violência e, pasmem, eu nunca arrumei uma confusão na minha vida, sequer um soco eu sei dar, aliás o dia que precisar dar, certamente apanharei… Neste caso, sou apenas um cara que não é muito otimista com a mudança disso e, dada essa situação, opta pela reciprocidade, a palavra mais justa que existe no vocabulário brasileiro, na minha opinião. Se você é recebido com pedras no vizinho, por que há de recebê-lo com flores? Uns me responderão: para dar o bom exemplo! Acho magnífica e louvável essa resposta, mas exemplo que precisa ser dado por 20 anos, é sinal que não tem qualquer efeito…

Enfim, nos 2 parágrafos acima, deixo no ar essa discussão: uma reciclagem da libertadores ou uma guerra eterna? Por que valorizamos um campeonato que tem times na disputa que não podem ter o direito de ir ao mundial se campeões? E o pior, estes fazem sua equipe viajar 12 horas para enfrentá-los… Por que valorizar um campeonato que te proporciona os jogos mais perigosos, inseguros e que, ainda por cima, não paga por esse risco? Por que achar a adrenalina da libertadores legal até que a primeira gota de sangue ou lágrima seja derramada? A mesma que cria ambientes tenebrosos, capazes de servirem de cenários para histórias muito piores do que a de ontem!

Mas voltando ao fato que culminou na morte de um garoto de 14 anos… Será que todo esse histórico acima não aumenta a vulnerabilidade de jogos da libertadores? Será que assim como essa fatalidade, o fato de não termos mais mortos em outros jogos não foi um acidente também? O clima converge para tal, o é um convite à violência, chega a ser algo magnético.

Parece uma ironia o que vou dizer agora, mas pra mim, maior acidente do que o de ontem foi não ter havido mortes em jogos que foram verdadeiras guerras…  Pensem nisso! Basta ouvir os relatos de quem já foi ver jogo na Argentina (contra o Boca, apenas presenciei pequenos problemas), Paraguai, Uruguai e até mesmo nos países que tem um futebol de menor expressão para sentir um pouco da crueldade como os visitantes são tratados.

O sinalizador normal, já queima as mãos, mas nada que seja insuportável, agora levar um sinalizador marítimo é pura falta de noção… Quando éramos pequenos, as mães diziam que quem brincasse com fogo faria xixi na cama… Talvez seja hora de mudar esta frase para algo mais assustador, ou mais impactante… Aliás, que tal iniciarmos agora uma discussão sobre fogos de artifício? Este mesmo que hoje você condena, mas acha super legal nos reveillons, que inclusive vitimaram mais pessoas do que nos estádios!!! Vamos suspender o reveillon de Copacabana já! Este mesmo que hoje você condena, mas que acha super bacana quando compra uma garrafa na balada e vem com ele aceso, chamando a atenção de todos!!!

Lamento ainda mais para os acéfalos que entram na discussão mais motivados com a paixão clubística do que com a razão, sejam eles corinthianos ou da outra grande parte que odeia a nação. Não é hora para tal e essa mensagem serve para os dois lados da moeda… Neste exato momento, pouco importa o escudo que brilha no seu peito, afinal caso não haja um coração batendo, a luz dessa paixão apaga, como a do jovem boliviano!

Mas este, pelo visto, será o ano das tragédias e, posteriormente, dos super-heróis que sempre aparecem com milhares de soluções… Incrível a capacidade deles de salvarem o planeta, salvarem a humanidade… O Chapolim que se cuide! Tem gente aí que deveria se candidatar a presidente da galáxia! Sinceramente, não vejo muito o que fazer neste caso, a não ser apurar o ocorrido e apontar o autor do disparo do sinalizador. Infelizmente, acredito que será mais uma morte para as estatísticas e nada mudará…

Para encerrar o assunto, gostaria de parabenizar, principalmente, a postura dos bolivianos que estavam próximos ao ocorrido. Como pudemos ver nas fotos do jogo, as torcidas estavam juntas (tem uma foto que mostra isso nitidamente) e, caso tivesse sido algo de claramente cruel e covarde, certamente haveria uma revolta coletiva e todos os torcedores ali presentes, sofreriam uma represália das mais violentas que poderíamos ter visto num estádio de futebol! Parabéns também pela mensagem deixada no perfil oficial do clube, no Facebook. É com ela que encerro o post:

“Queremos pedir a la hinchada santa y bolivianos en general que el tragico suceso del Jesus Bermudez fue culpa de uno o 2 hinchas de un equipo brasilero no generalicemos a todos los hermanos brasileros ni a la torcida corintiana por esta tragedia hay muchos mensajes de apoyo de gente brasilera ademas de que compartimos un mensaje de Ronaldinho que pide no mas violencia en el futbol como mucha gente en sudamerica pide esto ya que es el cancer del futbol:

Post do Ronaldinho Gaúcho compartilhado pelo perfil oficial do clube boliviano: Lamentável a morte do menino Kevin. Infelizmente isso tem acontecido nos estádios, que é lugar somente de alegria. A gente joga bola pra ver a torcida feliz e orgulhosa pelo clube do coração. É hora de a gente parar pra pensar e mudar isso. Temos que nos unir e fazer alguma coisa pela paz no futebol. Violência e esporte não combinam!”

Infelizmente mais um jovem se foi no futebol! Uma garganta a menos para cantar, um coração a menos para sofrer, uma vida a menos para devoção!
Fique em paz Kevin!
Força para a família e para a Bolívia, que ontem acordou sorrindo, mas dormiu chorando!
O que posso fazer é somente me solidarizar com vocês, pedir desculpas pela tragédia ter sido protagonizada por um de nós, corinthianos, mesmo que aparentemente sem intenção, mas com a maior parcela de responsabilidade, sim!

bolivia

O RESGATE DAS MALAS

Os que já escutaram a história não conseguem acreditar, mas é a mais pura verdade.

Viajei para Londres com 2 malas que formam um conjunto daqueles que é possível guardar uma mala dentro da outra. Tudo que estou usando no dia-a-dia está devidamente guardado no armário, porém os 2 notebooks, a filmadora e mais algumas coisas, deixo dentro da mala, trancando somente a maior com um cadeado, pois apesar de Londres ser relativamente segura, a paranoia nunca deixará de morar em nossas cabeças.

Ok, eis que tenho deixado essa mala deitada em frente ao meu armário, mas em uma quinta-feira, notei que não estava mais lá. Não me assustei, pois há um espaço dentro do quarto que o pessoal deixa as malas guardadas e imaginei que alguém havia colocado lá… Pura imaginação… Na sexta-feira, quando fui pegar meu notebook, cadê minha mala? Pois é, alguns segundos de muito pânico, pois a primeira impressão é que eu havia sido furtado. Confesso que me desesperei por alguns minutos, assustando meus amigos da casa, inclusive hehehe… Felizmente não se tratava de um furto, mas sim de uma confusão inacreditável.

Uma das meninas que divide a casa com a gente havia pedido para seus pais, que estavam a passeio pela Europa e embarcariam na fatídica sexta-feira, levarem uma de suas malas para o Brasil. Então, na quinta-feira, uma das pessoas que trabalha para a pessoa que nos aluga a casa, veio aqui para buscar a suposta mala e entregá-la aos pais dela. O problema é que a primeira mala que ele viu era a minha… Enfim, já perceberam onde começou a confusão, certo? Rsrs

Menos aflito após ter a certeza do ocorrido, parei e tentei visualizar tudo o que aconteceria dali em diante e todas as medidas que eu deveria tomar para conseguir minha querida mala de volta. Bom, entre tantos “desafios”, o maior seria conseguir que alguém trouxesse a mala de volta, sem custo adicional, o mais rápido possível, pois minha câmera estava lá e seria utilizada nas viagens para Cardiff e Manchester na semana seguinte. Por sorte, lembrei que um amigo que mora aqui estava em São Paulo para uma semana de trabalho e então consegui entrar em contato com ele. Para a minha surpresa, ele voltaria no dia seguinte (sábado) e com pouca bagagem, o que facilitaria o retorno da minha mala. Nesse momento, comemorei como um gol. Passada a euforia, logo percebi que até a mala chegar nas mãos dele, alguns momentos de muita emoção poderiam mudar o final feliz dessa história emocionante. Os pais da minha amiga estavam no avião neste momento, incomunicáveis, sem saber que estavam com uma mala errada e pior, seguiriam para o interior do Paraná, onde moram, no sábado. Após alguns telefonemas e mensagens, consegui avisar a TAP, companhia aérea que eles estavam voando, e pedi para que fossem avisados e que levassem minha mala junto com eles para o hotel, pois já havia conseguido uma forma de recuperá-la. Até então, meu medo era que a mala ficasse no aeroporto e, fatalmente, os objetos de maior valor sumiriam… Daí em diante ficou tudo mais fácil, afinal os pais da minha amiga deixaram as coisas no sábado de manhã no prédio do meu amigo, que horas mais tarde embarcou rumo à Londres. Na terça-feira, fui até o apartamento dele buscar a mala e agradecê-lo por toda a ajuda.

Enfim, após muita emoção, receio, expectativa e ansiedade, resgatei minhas malas… Sem dúvida nenhuma foi o problema com maior complexidade resolvido da forma mais ágil possível em toda a minha vida e, claro, não posso deixar de agradecer o Renato por toda a colaboração!

Ah se desse pra ganhar milhas pela viagem da mala, minha passagem pro Japão estaria na mão rsrs.

Breve roteiro da viagem da mala:

19.07 – Minha Casa => Hotel (ENG)
20.07 – Hotel (ENG) => Aeroporto (Londres) => Aeroporto (Guarulhos) => Hotel (BRA)
21.07 – Hotel (BRA) => Prédio BRA (Renato) => Aeroporto (Guarulhos) => Aeroporto (Londres)
22.07 – Aeroporto (Londres) => Prédio ENG (Renato)
24.07 – Prédio ENG (Renato) => Minha Casa

Uffffaaaa!

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Obs: Estou em Londres desde o começo de julho e ficarei fora do Brasil até novembro, neste período, aproveitarei o blog para contar algumas coisas da viagem 🙂

MAIS UMA AULA DE ÉTICA DE NOSSOS POLÍTICOS NO CASO CACHOEIRA

Por Thiago Nunes

Novamente somos brindados com uma espetacular amostra de ética vinda dos envolvidos do caso Cachoeira, essa é apenas uma das dezenas e até centenas de pontas que atualmente o PT e seus aliados não conseguem ligar. Mas se é Cachoeira o papo da moda, vamos então analisar alguns pontos.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) alegou, corajosamente, que essa CPI sobre Cachoeira e da empresa DELTA são “apenas de mentirinha” já que as investigações estão sendo focadas apenas na empresa DELTA Centro-oeste, e não nas demais filiais em outros estados, aqui já temos uma amostra que ou essa CPI não tem força ou estamos presenciando pessoas jogando água para cima só para que ninguém veja o fundo sujo da piscina.

Na primeira CPI feita com o corruptor, ou seja, aquele que desvia o dinheiro, famoso laranja, os partidários principalmente do PSOL não estão sabendo lidar com as pressões internas e externas fazendo com que permita sempre uma ponte de ouro (alegação esguia) ou uma declaração pronta vinda de advogados experientes na arte de ludibriar. Como disse o blogueiro Fernando Branquinho, “o que temos de políticos ruins temos de advogados fantásticos” concordo em gênero número e grau com ele.

Na CPI de ontem com o governador Marcone Perillo o que vimos foi um governador extremamente preparado com um baixo nível de perguntas vindas do PSOL que até uma criança conseguiria responder, talvez para amenizar os ânimos e quem sabe sair uma parceria do PSOL com o tucano, vai saber, só uma ideia que passou pela minha cabeça, já que uma mão lava a outra né….sei lá ….

Continuando então, escutamos certas loucuras como um Governador dizendo que “Quem nunca recebeu um cheque e passou para frente sem saber quem foi o emitente”, claro, acho que todos maiores de 30 anos já fizeram isso na vida, mas com um cheque de R$ 500.000,00 acho que pouquíssimas pessoas. Cheque esse vindo de formas duvidosas, mas não quero me aprofundar tanto.

Temos também uma excelente declaração dizendo que ele nunca participou com o Cachoeira em nenhuma participação ilegal, apenas jogos de loteria legais (wtf???) e que conseguiu apreender várias máquinas de jogos do bicheiro para mostrar o potencial de sua polícia, que como bem sabemos, é uma tremenda mentira vindo do Sr Governador do Estado, já que a polícia do Distrito Federal está, digamos, na agenda da Hello Kitty do Carlinhos Cachoeira.

Para finalizar, o circo pegou fogo quando foi indagado sobre a possibilidade da PF abrir a público seus telefones, e pasmem, quem não gostou nadinha dessa suposição foram os tucanos que estavam na sala junto, ué, aí eu penso, (BINGO!!), caso se quebre o sigilo telefônico, quantos outros não seriam obrigados a se sentar no lugar do governador e teríamos assim mais um episódio do filme A História Sem Fim , porém com todos os contraventores voando, sentados não em um cachorro, mas em um pedaço enorme de pizza.

Agradeço ao Vina pelo espaço no seu blog. Grande abraço.

Thiago Nunes

COMO ESQUECER A CONDUTA PROFISSIONAL?

Acompanhando algumas pérolas do futebol!

Simples assim!

Não é empolgante escrever isso, ainda mais para um entusiasta do futebol, mas temos que concordar que o futebol profissional proporciona episódios que vão totalmente contra a postura de qualquer profissional, independente do segmento.

Tente imaginar a seguinte situação: um CEO da Microsoft cometeu seguidas falhas, principalmente comportamentais, que ao longo do tempo desgastaram o seu relacionamento com a empresa, que até então o blindava e tentava “reabilitá-lo” com novas chances. Após uma série de tentativas frustradas, a demissão foi inevitável e o assunto caiu na mídia. Então, um meio de comunicação resolve ouvir a versão do profissional, mas transforma o que seria uma entrevista, em um drama, com um enredo confuso, no qual o personagem acaba de se tornar a vítima da situação. Pois bem, eis que então, após o “esclarecimento” das polêmicas, a comoção da sociedade e aquele pedido de “me dê uma chance para provar minha qualidade e capacidade” a Apple não perde sequer uma semana, já faz uma bela proposta para ele e já anuncia para todos que ele integrará a diretoria da companhia.

E aí, realmente conseguiu imaginar essa situação, ou soou de forma bem estranha, para não dizer impossível?

Então vamos a mais um episódio de ficção profissional: Você trabalha em uma empresa, tem suas atividades de rotina, que são indispensáveis para o funcionamento da empresa, participa de várias reuniões, toma decisões etc. Vale lembrar que você é pago por isso, e sabe da programação, ou seja, não é nada designado fora do planejamento. Na próxima semana, descobre que em 20 dias terá uma reunião muito importante, na qual deverá apresentar um material que será decisivo para o futuro da empresa. Então, em conversa com seu chefe, fica definido que você não participará de nenhuma outra reunião e não fará suas atividades rotineiras até que este tema seja resolvido. O problema é que todas as pessoas dos outros departamentos com o mesmo nível de conhecimento que você tem, também estão na mesma situação. Enfim, das tantas coisas deixadas pra trás, algumas mais importantes são absorvidas por outros profissionais com menor experiência ou até mesmo de outras áreas, inclusive as atividades rotineiras que são indispensáveis para a empresa e demais reuniões de tomada de decisão.

Já consegue imaginar o resultado disso né? Ou melhor, já consegue imaginar os problemas né?

Passadas as duas viagens, ambas sem sentido, vamos futebolizá-las, para que, infelizmente, se tornem reais.

A primeira história, se trocarmos o CEO, pelo jogador Adriano, a Microsoft pelo time do Corinthians e a Apple pelo Flamengo, passa a fazer sentido? Pode ser também a etapa anterior… A saída do Roma e a chegada ao Corinthians… Se ainda há dúvida, podemos trocar o CEO pelo atacante Kléber, a Microsoft pelo Palmeiras e a Apple pelo Grêmio. Ah, também podemos voltar uma etapa atrás e recordar a saída do Cruzeiro e chegada ao Palmeiras. Mais recentemente, temos a história do Ronaldinho Gaúcho, mas prefiro não utilizá-la, pois imagino que a Microsoft não tenha tantos problemas quanto o Flamengo no tratamento do seu funcionário, o que pode influenciar no desfecho da história.

A segunda história é uma velha conhecida dos torcedores. Entendo e defendo o fato de você poupar 3 ou 4 atletas em uma equipe com 11, o que permite você preservar peças relevantes ou vulneráveis para uma ocasião mais importante sem perder sua essência, sua identidade, seu poder coletivo. Agora, por que poupar o time todo em um jogo que também tem seu valor? Estes mesmo que são poupados hoje, desgastam seu instrumento de trabalho nas baladas, estes mesmos, quando na equipe de base, ainda com menos condições físicas, jogavam 3 partidas em uma semana, debaixo de um sol escaldante e em gramados de péssima qualidade, estes mesmos, quando convocados para uma Copa do Mundo, também jogam partidas de intensa disputa técnica com pouquíssimo tempo de intervalo e de recuperação física, estranho não?

Até quando o esporte do povo continuará escancarando péssimos exemplos para a conduta dos profissionais dos mais diversos mercados?

Obs: olha que optei por nem tocar nos assuntos “corrupção” e “formação/capacitação”.

PARA QUE? PARAGUAIO…

Hoje, o blog De Letra Na Lata aproveita a aventura do seu autor numa curta viagem à Foz do Iguaçu com o intuito apenas de fazer compras num paraíso infernal chamado Ciudad del Este para dar algumas recomendações e compartilhar as curiosidades.

Recomendações:

1. Se estiver hospedado em Foz, escolha o serviço leva e traz de agências de turismo. Tive mais de uma experiência com a Loumar Turismo e só tenho elogios. Profissionais extremamente atenciosos e capacitados desde o momento da reserva à execução. Esta opção é interessante, pois é mais barato que o taxi, mais seguro, há uma série de dicas dos profissionais e, de certa forma, uma boa receptividade por parte dos agentes federais localizados na aduana brasileira;
2. Utilize roupas confortáveis, pois a caminhada é intensa. Se tiver um corpinho avantajado, como eu, vá com uma bermuda térmica por baixo que é sucesso. Para maior segurança, evite o uso de jóias, relógios e demais acessórios que chamem a atenção. Evite deixar coisas de valor nos bolsos de trás. Muita atenção com mochilas, bolsas e malas;
3. Não importa quantas lojas visitará, mas lembre-se de planejar isso antes, afinal a variedade é gigantesca, é tudo confuso, e tem muito picareta se aproveitando de turista. Veja o mapa de lojas para se localizar com mais facilidade. Pesquise as lojas com antecedência e aproveite para visitar os sites para ter uma noção de preço do que pretende comprar. Não hesite em pechinchar, você só tem a ganhar! Desconfie de um preço muito mais baixo que a média observada. Seguem minhas sugestões de lojas:

Master 10 – Eletrônicos & Informática
Compubras – Eletrônicos & Informática
Casa Nissei – Eletrônicos & Informática
Mega Eletrônicos – Eletrônicos & Informática
Macedônia – Perfumes & Artigos em Geral
La Petisquera – Perfumes & Artigos em Geral
Monalisa – Tudo (preço alto)
Casa China – Tudo
Nave Shop – Tudo
Mix Shop – Tudo
S.A.X. – Tudo
OIympic Games – Games

-Obs: Tudo = loja de departamento (eletrônicos, roupas, perfumes, informática, artigos em geral etc.)

4. Pagamento sempre em dinheiro, nem cogite outras opções. Os preços são sempre em dólar e cada loja define a conversão pro real. Se for gastar muito, procure uma casa de câmbio recomendada que a perda na troca da moeda será menor. Cartão é arriscado e na maioria das lojas, tem uma taxa adicional;
5. Informe-se sobre as regras do jogo para tomar suas decisões com mais consciência e sabendo dos riscos reais. Se você vier de avião padrão Paraguai, a cota é USD 500,00 mas na maioria dos casos, as pessoas cruzam a fronteira pela ponte e o limite então é de apenas USD 300,00 por pessoa, lembrando que não é possível somar cotas para adquirir um produto mais caro. Se optar por declarar, caso ultrapasse o limite, a multa é de 50% em cima do excedente. Se optar pelo risco, boa sorte, mas lembre-se que você poderá ser submetido a uma nova fiscalização no aeroporto de Foz e poderá ter seus produtos apreendidos caso não tenha os legalizado na aduana. Não se esqueça dos limites que existem para alguns tipos de produto, como bebidas, por exemplo;
6. Sempre que possível, teste os produtos antes de ir embora para não se surpreender negativamente.

Curiosidades da aventura:

1. Camareiras artistas no hotel Best Western Tarobá (repare nas toalhas na foto das compras);
2. Tudo o que você imaginar é vendido no Paraguai. Na ocasião, me ofereceram 2 modelos de armas de fogo (.40 e Glock) além de drogas. Só não achei os cachecóis dos times paraguaios para meus amigos colecionadores;
3. Algumas lojas optam por estratégias mais ousadas… A tradicional Casa China traz um elenco de vendedoras com vestidos à lá Geyse da Uniban e algumas outras colocam mulheres muito bonitas, provando a legitimidade da musa paraguaia Larissa Riquelme. Não se iluda, pois esses casos são pontuais;
4. Muitas lojas contam com seguranças armados, não se assuste;
5. O trânsito é mais desordenado que no RJ, se vacilar perde a perna;
6. A promoção do Mc Donalds sai em torno de R$ 11,00 e tem o duble cuarto (duplo quarteirão);
7. Outra surpresa foi entrar numa loja e ser surpreendido com a música ambiente… Nada mais nada menos que a dança da mãozinha, sucesso do axé de uns bons anos atrás! Quanto ao Ai Se Eu Te Pego não preciso nem falar, certo? rsrs;
8. Sim, uma loja colocou umas promotoras junto com 2 caras fantasiados de mascotinhos da loja para chamarem a atenção do público nas ruas, naquele esquema teletubbies, mickey & cia, mas a fantasia parecia de um material menos quente, pelo menos!
9. E não é que no segundo dia de compras, enquanto comprava um perfume, vejo um dos donos da loja jogando no bicho “paraguaio”? Acho que lá pode dar Pikachu, bichinho virtual, muppets baby entre outros hehehe.

Brincadeiras e cansaço à parte, foi uma viagem com um propósito bem claro e que, até então, trouxe um bom resultado, pouco mais de 40% de economia. Claro, nunca fui fazer compras nos EUA, mas tenho certeza que lá na terra do Tio Sam a economia é maior e o stress menor, ou seja, continua sendo a melhor opção, porém uma viagem à Foz do Iguaçu é bem mais acessível e não exige um planejamento com muita antecedência. Se você, assim como eu e tantos milhões de brasileiros, não se conforma com o preço das coisas aqui devido aos impostos absurdos, principalmente em algumas categorias, recomendo essa experiência, mas vá de coração aberto, pois não tem nada de glamour, lembre-se que lá é como uma 25 de março gigante e não como Miami ou Nova Iorque.

Fotos dos novos brinquedinhos, parte da preparação para morar 4 meses em Londres:

Boas compras!

GUERRA BEM GUERREADA! CERVEJAS EM CAMPO!

Brincando com a campanha da Kaiser (Cerveja Bem Cervejada), aproveito para destacar uma guerra que considero prazerosa de acompanhar, a guerra das cervejarias no mercado publicitário… Mais especificamente no cenário futebolístico, em especial no jogo entre Corinthians e Vasco no Pacaembú, válido pela Copa Santander Libertadores da América.

Sabemos que é proibida a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, mas deixarei essa discussão para um segundo momento… O tempero dessa batalha começa justamente aí, afinal mesmo sem poder oferecer seus produtos ao público-alvo, é um segmento onde a marca necessita se firmar, dialogar com o torcedor e participar ativamente, afinal é uma das principais plataformas de contato com seu público-alvo além do conceito de emoção, paixão e diversão.

Retomando um pouco do passado recente envolvendo os acordos de marketing entre cervejarias e clubes… A Brahma fechou recentemente com o Corinthians, que rompeu o acordo que tinha com a Kaiser há alguns anos em negociação fechada pelo G4, grupo que envolve os 4 clubes de maior expressão do estado de São Paulo e tudo indica que essa mudança também ocorra com SEP, SPFC, SFC e outros clubes (http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/25/25342/G4-rompe-com-Kaiser-e-anuncia-Ambev-na-segunda/index.php). Vale ressaltar que quando a Kaiser fechou com o G4, a Ambev havia feito uma proposta, mas não houve acordo. Até então, a Brahma fechou com diversos clubes de outros estados, utilizando o futebol como plataforma de ativação da marca, com projetos muito interessantes.

Resumindo, enquanto a Brahma está com os clubes, a Kaiser, da cervejaria Heineken, é patrocinadora oficial da Libertadores da América, competição mais cobiçada entre os clubes e torcedores desde os anos 90.

Até aí, nada de curioso, certo?

Pois é, o interessante é que quem foi ao Pacaembú nessa quarta-feira pode observar um combate triplo entre as cervejarias Heineken, Ambev e Petrópolis:

Heineken => A tradicional ativação da Kaiser na Libertadores, que joga camisetas de um carrinho que é uma lata gigante de dentro do campo em direção às arquibancadas e cadeiras.

Ambev => A marca Brahma presente nas bexigas alvinegras que levavam o jargão “Jogai por nós” espalhadas por todo o estádio em atividade organizada pelo departamento de marketing do clube que contou também com um mosaico no setor central do estádio.

Petrópolis => Na minha concepção, a cereja do bolo, ou melhor, a cerveja do bolo, com o perdão do trocadilho. A ação foi do naipe marketing de emboscada. Atrás do mosaico, em uma casa do lado externo do estádio, após o início do foguetório, 2 holofotes foram ligados, chamando a atenção de boa parte dos torcedores. Então, os 2 feixes de luz convergiram para o centro, iluminando uma placa de tamanho considerável da Itaipava, que ficou em evidência até o final do primeiro tempo. Embora eu não conseguisse ver a placa inteira de onde estava, aproveitei para registrar o momento (filme abaixo).

Enfim, para os apaixonados por marketing, um tempero especial que promete novos capítulos, afinal, acredito que a Heineken e a Ambev, patrocinadoras do campeonato e dos clubes, respectivamente, continuarão a disputa entre si, mas devem considerar a presença de um terceiro time, ou seja, da cervejaria Petrópolis, em suas estratégias.

Abra sua latinha e aguarde os próximos momentos de criatividade e ousadia.